Corpo: Artigo indefinido

Feminismo, equidade e desigualdade de gêneros, corpos, interseccionalidade, educação, mercado de trabalho, violência, direitos civis e linguagem. O menu desta edição é variado, mas não tem a pretensão de esgotar o assunto. O objetivo é estimular o debate e mostrar como a questão de gênero é múltipla – assim como as formas de ser – e abrangente, pois diz respeito a homens, mulheres e à vasta gama de pessoas que existem no amplo espaço entre o masculino e o feminino.

Esta edição pode ser descarregada na íntegra, em PDF.

Múltiplas formas de serMultiplas formas de ser

Pessoas relatam o impacto da questão gênero em suas biografias

Os depoimentos foram dados durante os dois dias do Fórum
Corpo: Artigo Indefinido, realizado nos Estúdios Globo, em março de 2017.

Gabriela Moura

Gabriela Moura

Marcos Lord

Marcos Lord

Talles Faria

Talles Faria

Adriano Senkevicks

Adriano Senkevicks

Thayz Athayde

Thayz Athayde

Priscilla Bertucci

Priscilla Bertucci

Nelson Neto

Nelson Neto

Indianara Siqueira

Indianara Siqueira

Tereza Brant

Tereza Brant

Marcele Campos

Marcele Campos

Monique Prada

Monique Prada

Bibiana Serpa

Bibiana Serpa

Helena Vieira

Helena Vieira

Kassyano Lopez

Kassyano Lopez

Maria Clara Araújo

Maria Clara Araújo

Silvero Pereira

Silvero Pereira

Ian Campos

Ian Campos

Symmy Larrat

Symmy Larrat

Buh D’Angelo

Buh D’Angelo

Marcia Zanelatto

Marcia Zanelatto

Lam Matos

Lam Matos

Fatos e númerosFatos e números

Lutas geram avanços, mas há ainda feridas expostas na questão de gênero

Numa perspectiva histórica, a luta por conquista de direitos e espaços na sociedade das pessoas LGBT guarda relação com o movimento feminista, que se fortaleceu especialmente nos anos 1960/70. O histórico de lutas produziu avanços. Um exemplo recente é o plano do governo da Islândia de zerar a diferença de remuneração entre homens e mulheres até 2022. No Brasil, essa distância em 2014 caiu para 30%. Em 2004, era 37% e em 1995, 47%, segundo um estudo do Ipea. As conquistas, no entanto, não abafam aspectos ainda bastante sombrios no que diz respeito a gênero. Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres foram vítimas de homicídio, segundo registros do Ministério da Saúde. Em 1980, a taxa era de 2,3 vítimas por 100 mil e em 2013 chegou 4,8, um aumento de 111,1%. O Brasil é também o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, aponta pesquisa da ONG Transgender Europe, feita em 68 países entre 2008 e 2016. Foram 2.264 homicídios no período.

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JUNTOS E INTERSECCIONADOSJUNTOS E INTERSECCIONADOS

As lutas por equidade afetam homens, mulheres e identidades sociais

AS ONDAS FEMINISTAS

No Brasil, mulheres voltaram às ruas. Irreverentes, as marchas foram crescendo, atraindo a juventude e recuperando as ruas como espaço de militância

Carla Rodrigues, professora de Ética, UFRJ

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NOVAS MASCULINIDADES

O que temos não são apenas novos modos de ser homem, o que temos são novos modos de estabelecer relações de gênero, preocupados com a equidade

Fernando Seffner, Grupo de Estudos em Educação e Relações de Gênero

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ÚNICOS E MÚLTIPLOS

Reconhecer a intersecção das identidades é uma realidade inescapável para quaisquer discursos que pretendam sobreviver na sociedade contemporânea

Jaqueline Gomes de Jesus, professora de Psicologia, IFRJ

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SINTAXE AMPLIADASINTAXE AMPLIADA

O papel da linguagem na construção e na compreensão das identidades

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Tela multicolorida

Questões de gênero que marcaram programas e obras da teledramaturgia

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Amor e Sexo

Liberdade de Gênero (GNT)

Curta Universitário: Além da Norma

Novela A Força do Querer (2017)

Fantástico: Quadro Quem sou Eu?

Profissão Repórter: Jovens homossexuais e transexuais falam das dificuldades que vivem